Seminário - Deus e o Diabo na Terra do Sol (atrasado) - Semanal
A vida acadêmica de fato não é fácil, principalmente para alguém tentando conciliar diferentes partes da sua vida (atrasei um pouco essa postagem 🙃). Após a introdução ao livro de Durval Muniz de Albuquerque Jr, precisávamos aprofundar reflexões a respeito das referências artísticas presentes no livro para a apresentação de uma das obras citadas.
Minha escolha foi o filme Deus e o Diabo na terra do Sol.
Um filme brasileiro de 1964 dos gêneros drama e faroeste, dirigido por Glauber Rocha, com roteiro escrito por ele e Walter Lima Jr.. Elenco principal, estavam nomes como Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos, Sônia dos Humildes e Maurício do Valle. Considerado um marco do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Novo, teve sua estreia na 17º edição do Festival de Cinema de Cannes, que ocorreu entre os dias 29 de abril de 1964 á 14 de maio de 1964.
O filme apresenta uma premissa simples focada em revoluções e executada de forma direta e melódica, na qual dois nordestinos pobres e lascados (Manoel e sua esposa Rosa) buscam escapar do contexto de vulnerabilidade e submissão forçada do Sertão (Coronelismo e indiferença governamental) encontrando como formas para tal, a religião e o cangaço.
O requisitado foi a apresentação de alguma obra artística citada no livro e como essa obra conversa com o tema do livro (a construção da imagem do nordeste com falas e discursos repetitivos). E em minha visão esse filme encaixou perfeitamente, por ele levar essa conceitualização a outro nível com o realismo do Cinema Novo, enraizando na mente dos espectadores a imagem do Nordeste como Sertão, miséria, misticismo exacerbado, cangaço e diversas características que não são exclusividade da Região Nordestina porém são vistas como tal.


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